O Rapaz dos Versos

Por João Ramalheira

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Entre Medos e Esperanças

Eu amo-te como o sol ama o dia, Como uma luz que aquece, mas também cega. És o canto que me embala, a melodia que me guia, O sorriso que apaga qualquer sombra que me entrega. Nos teus olhos vejo um universo inteiro, Um lugar onde quero ficar, mesmo sem merecer. Errei, falhei, fui um homem sem jeito, Mas nunca deixei de te querer. As discussões são tempestades, sei bem, E o medo consome como um fogo sem fim; Mas prometo, meu amor, que serei refém Do sonho de te ter sempre perto de mim. Se pudesse apagar cada mentira que te feriu, E reescrever o respeito que deixei escapar, Faria do meu coração um papel vazio, Onde só o amor pudesse brilhar. Quero ser o homem que imaginas nos teus sonhos, Formar contigo o lar onde o amor floresçe. És tudo para mim, és a alma que componho, E sem ti o meu mundo desfalece. Eu digo-to entre medo e promessa, Entre falhas e esta paixão que me guia: Que serei melhor, meu amor, sem pressa, Porque só te quero a ti para toda a vida.
janeiro, 2025